27 de outubro de 2026
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Cenoura fica 16% mais barata em setembro, enquanto batata, alface e cebola sobem

Levantamento da Conab aponta que as chuvas afetaram a produção e a qualidade dos alimentos comercializados no atacado.

Cenoura
Foto: CNN Brasil

O preço da cenoura caiu 16% em setembro, considerando a média ponderada das principais Centrais de Abastecimento do país. Mesmo com a redução no volume comercializado, a tendência de queda foi mantida na primeira quinzena de outubro, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (27) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Os dados fazem parte do 10º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro. De acordo com a Conab, as chuvas nas regiões produtoras do Sul e do Sudeste limitaram a expansão da oferta e prejudicaram a qualidade das raízes, contribuindo para a redução das cotações.

A cenoura já havia registrado queda nos preços em julho e estabilidade em agosto. O resultado de setembro reforça a tendência de desvalorização do produto no mercado atacadista.

Chuvas pressionam preços de outras hortaliças

Enquanto a cenoura ficou mais barata, as condições climáticas contribuíram para o aumento dos preços de outras hortaliças.

A alface teve alta de 15,69% na média ponderada em setembro. Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), o aumento chegou a 48,3% em comparação com agosto.

A batata subiu 32,88%, após dois meses consecutivos de queda. A cebola registrou alta de 29,31%, enquanto o tomate ficou 48,9% mais caro na média ponderada.

Segundo a Conab, as chuvas dificultaram a colheita e o plantio nas regiões produtoras, reduzindo a disponibilidade desses alimentos nos mercados atacadistas. No caso do tomate, o excesso de precipitações também atrasou a maturação dos frutos.

A companhia alertou que a continuidade das chuvas pode atrasar o plantio da batata e provocar uma colheita mais tardia, mantendo a pressão de alta sobre os preços.

Melancia, mamão e banana registram queda

Entre as frutas analisadas, a melancia teve redução de 11,06% na média ponderada em setembro. A queda foi observada principalmente na segunda quinzena do mês, após o aumento da produção em Uruana, em Goiás, com a melhora das condições climáticas.

O mamão ficou 8,92% mais barato, impulsionado pelo aumento da oferta da variedade papaia nas Ceasas. Já o mamão formosa continuou com disponibilidade restrita.

A banana registrou queda de 2,63% na comparação com agosto. Na primeira quinzena de outubro, os preços do mamão e da banana mantiveram tendência de baixa na maior parte dos entrepostos analisados.

Em sentido contrário, a laranja teve alta de 3,28%, enquanto a maçã ficou 11,99% mais cara. No caso da maçã, o aumento está relacionado ao avanço do consumo dos estoques armazenados após o fim da colheita da safra 2025/2026, em um cenário de redução da comercialização.

Exportações crescem

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), citados pela Conab, mostram que as exportações brasileiras de frutas e hortaliças somaram 909 mil toneladas entre janeiro e setembro de 2026.

O volume representa crescimento de 6,61% em relação ao mesmo período do ano anterior. O faturamento alcançou US$ 1,17 bilhão, alta de 17,56% na comparação anual.

Entre os produtos que registraram maior avanço nas vendas externas estão as maçãs, com crescimento de 255%; os pêssegos, com 101%; os abacates, com 100,5%; as mangas, com 26,4%; e os mamões, com 4,14%.

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